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Ex-líder negacionista, médico se arrepende por mortes e agora defende vacinas

Publicada em 16/02/22 as 08:12h por Só Notícia Boa - Jéssica de Souza - 101 visualizações

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 (Foto: Divulgação)

Sempre é tempo para se arrepender. Após registrar milhares de mortes pela Covid na região, por conta de suas manifestações antivacinas, o ex-líder negacionista italiano, o médico Pasquale Bacco, de 49 anos, se arrependeu e pediu perdão a todas as famílias.

Segundo relato do próprio médico, ele mudou de ideia depois da morte de um homem de 29 anos, vítima do novo coronavírus. A vítima tinha no celular todos os vídeos dos comícios de Pasquale nas manifestações contra as vacinas.

“A família disse que ele era meu fã. Não disseram com raiva, pelo contrário, e isso me amargurou ainda mais. Eu sinto que a morte foi minha culpa”, disse. O médico também denunciou que associações ligadas aos antivacinas estão ganhando muito dinheiro enquanto propagam a mentira. (veja abaixo)

“Fomos bastardos. Temos muitas mortes em nossas consciências”, afirmou ao El Mundo.

Pasquale Bacco lembrou das mentiras que contou nos palanques.

“Acho que aqueles de nós que subimos naqueles palcos têm alguns mortos de consciência. Temos sido grandes covardes, todos nós antivacinas. Fomos às praças e quando falamos sabíamos que as pessoas queriam ouvir coisas fortes . Então você provoca cada vez mais. Nas vacinas tem água do esgoto, os caixões em Bérgamo estavam todos vazios, com a Covid ninguém morreu… Nós éramos uns grandes sacanas, não escondo, essa é a verdade.

E reconheceu que após tantas mortes não adianta pedir perdão.

“Nós deveríamos ser responsáveis ​​por essas coisas. Infelizmente. Por isso eu pedi desculpas a todos, mas esse perdão é inútil”.

Suspenso da profissão, o médico agora usa sua voz para dizer como é o mundo sem vacinas

Após dois anos, hoje, Pasquale está de volta com os pés no chão e analisa tudo que aconteceu nos últimos anos. Agora, ele está convencido de que a Covid mata e que as vacinas são a única solução.

“Tento remediar meus erros, conto, revelo os antecedentes. Tento fazer as pessoas abrirem os olhos. Fui vacinado, estou suspenso da ordem médica por 6 meses e não apelei porque sinto que estava errado e eu aceito. Ser antivacina pode ser um negócio e a oportunidade transforma um homem em ladrão”.

Médico denunciou que grupos lucram com a propagação antivacina

Pasquale relatou que por trás dos movimentos antivacina, existem líderes que ficaram milionários lucrando com o medo que as pessoas têm da vacina.

“Ir contra as vacinas é uma fé e você se torna um deus. Eles te chamam porque o filho deles nasceu ou para te deixar sua propriedade […] Você entra em uma loucura absoluta. Os antivacinas são pessoas que têm muito medo e encontram segurança em você. Eu tinha tudo. Clientes particulares se multiplicaram por mil. Para uma visita, eu poderia pedir qualquer quantia. Como eu , muitos profissionais. Há advogados que pedem dezenas de milhares de euros por recursos que já sabem que são perdedores. Um, por exemplo, fez 8 ações coletivas e ficou milionário por medo de antivacinas”.

“Ações coletivas, web, fundações, clientes para todos, de médicos a restaurantes. É por isso que tantas pessoas estão com medo de que isso acabe. As associações ligadas aos antivacinas têm contas bancárias com 400 mil euros [2,3 milhões de reais]. As doações são muitas”, alertou.

E disse quem são as pessoas que estão por trás desse movimento insano:

“Basta olhar quem são e quem as preside para entender tudo. São todos idosos abastados. O velho magistrado, o velho médico, o velho consultor jurídico. Todos os profissionais em fim de carreira que lançaram um brinquedo para a velhice, para satisfazer suas perversões”.

Ele revelou como começou a apoiar e incentivar o negacionismo. E diz que agora que mudou de lado é ameaçado de morte.

“Fui um dos primeiros. Fui o único médico jovem com experiência. O que eu disse foi ouro puro para pessoas que têm medo e buscam certezas. Fiz todas as etapas, todas as reuniões, falei em 300 protestos. Eu sei todos os mecanismos internos, desde a linguagem que tinha que ser usada até o sistema de doações às associações. É por isso que agora eles me temem e me querem morto”.

Com informações de El Mundo




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