A
sua mão é onipresente: basta abrirmos os olhos do coração. Os olhos da
razão são míopes, pouco veem. Jamais conseguirão percebê-lo. Acolhe-se Deus
pela fé. Sente-se Deus. Vive-se a sua vida em nós. Cada um de nós está num
certo «estágio evolutivo» na sua busca de Deus. A nossa crença, ao longo dos
anos, vai-se depurando. Inicialmente procuramos um Deus protetor, porque o medo
torna-nos frágeis e inseguros. Precisamos do socorro divino, de alguém poderoso
que nos ampare nas nossas necessidades. Só então podemos dar um passo mais na
escada nossa ascensão. Sentimos deus no nosso íntimo e, por isso, vivenciamos a
paz e a harmonia interior que nos deixam de bem conosco e com os outros.
Prosseguindo nessa busca, a nossa alma contempla Deus, extasia-se com a perfeição
do universo ou com a maravilha do cérebro humano. Uma noite estrelada é um
momento de adoração. Nada se pede, nem socorro nem bênçãos. Contempla-se Deus
em cada sinal, em cada pequena ou grande epifania. É o mistério de Deus
reverenciado, sem exigência de explicações racionais. Sabe-se que Ele existe.
Ele está aí, e isso basta-nos.