O tempo passou e o que antes era folia em clubes e salões de festa, cedeu espaço para as ruas e os trios elétricos, as marchinhas foram aos poucos dando espaço para o axé music e outras expressões das múltiplas faces da cultura nacional.
Alguns visionários viram que era possível resgatar o Carnaval de outrora e passaram a produzir no período do Pré-Carnaval movimentos de resgate deste tempo de sonhos, como exemplo o Bloco ANTIGAMENTE ERA ASSIM e o sempre presente e fantástico Zé Pereira.
Eis que neste ano de um Carnaval promovido com grande pegada de ousadia em virtude de inúmeros problemas de receitas orçamentárias, surge, uma idéia que deve ser reverenciada como carregada de luzes e bons fluidos.
O BAILE DA REALEZA!
Como no CARNAVAL o verdadeiro REI é o povo, o BAILE DA REALEZA se fez no meio da rua, porém, não de uma Rua qualquer, mas de uma carregada de histórias, encantos e magias, a nossa sempre magnífica RUA GRANDE.
Ali, excelentes músicos que fazem a Banda BARRA DE AÇO estavam no PRESENTE, repetindo um PASSADO de encantos e acenando para um FUTURO alvissareiro e promissor.
Em meu coração de apaixonado por essa Terra dos Bons Ventos e defensor ardoroso do resgate de um CARNAVAL com cores, sons, saberes e sabores do nosso rincão, reside uma alegria sem medida, e uma certeza, esta TERÇA-FEIRA de CARNAVAL marca um novo ciclo deste período momino que faz do nosso CARNAVAL, o melhor do CEARÁ.
Que 2018 traga consigo mais BAILES DA REALEZA, os quais, não sejam apenas um dia, e sim todos os dias, de Sábado a Terça-Feira, onde logo após a passagem dos BLOCOS, CORDÕES e MARACATUS, possa, ali mesmo, em frente a Praça Dr. Leite, experimentarmos da imensa alegria de encontrar-se com o que existe de mais belo no Carnaval, a genuína alegria de um povo que sabe esperar um ano inteiro para viver outra vez a magia de um tempo de cores e sons que possuem em si o dom de fazer o belo renascer em todos.
Vida longa ao Carnaval da Rua Grande!
Muitos anos ao Baile da Realeza!
Paz e Bem a todos que ainda são capazes de sonhar sonhos possíveis e buscar sempre transformar o cinza em cores e as dores do mundo em alegrias, cujas, podem e devem ser pluralizadas pois nenhuma alegria é real se for singular.