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Sejam bem-vindas, medalhas! Felipe Wu é prata no tiro esportivo!

Paulista de 24 anos abre conquistas do Brasil nos Jogos do Rio justamente no esporte que deu ao país as primeiras medalhas de sua história, há 96 anos

Publicada em 06/08/16 as 17:27h por Alexandre Alliatti, Chandy Teixeira e Rodrigo Breves - 404 visualizações

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 (Foto: Reprodução/Sportv)
A maluquice é que Felipe sequer podia treinar na distância certa. Eram só oito metros até a parede - ele tentava adaptar-se, imaginar que ali tinham dois metros a mais. E assim foi tocando: cada vez mais treinos, uma Olimpíada chegando, a faculdade de engenharia espacial trancada para poder praticar mais e mais e mais, a presença frequente em Mundiais, os títulos de duas etapas, a liderança do ranking mundial. 

Wu virou notícia: o atirador com cara de chinês, jeito de chinês, sangue de chinês... na terra do futebol. Seria dele a primeira medalha olímpica do Brasil nos Jogos do Rio? Do cara que só tem uma arma para treinar? Já no primeiro dia da Olimpíada? Seria possível? 

Seria. Com o apoio de algumas dezenas de pessoas presentes no estande de Deodoro, vestindo sua jaqueta verde que é bem mais brasileira que chinesa (e que combina um bocado com prata!), diante dos olhos da namorada, a também atiradora Rosane Budag, ele deu ao Brasil a primeira medalha do país na Olimpíada do Rio. Fez o que precursores fizeram tanto tempo atrás, lá em 1920, quando o Brasil ganhou com o tiro esportivo suas primeiras medalhas na história da Olimpíada.

Felipe Wu, tiro esportivo (Foto: Reprodução/SporTV)Felipe Wu conquista a prata (Foto: Reprodução/SporTV)

E foi no sufoco. Foi na raça - danem-se os teóricos: deve ter raça até no tiro. Na classificatória, passou raspando, em sétimo, o penúltimo dos oito garantidos. A final já era uma façanha. Como exigir uma medalha? Os dois últimos campeões olímpicos estavam ali - um chinês e um sul-coreano, porque esses orientais atiram que é uma beleza.

Mas Felipe também atira. E os adversários, um a um, foram vendo isso - com olhos fechados, olhos abertos, olhos esbugalhados. Saiu o indiano - ficaram sete. Saiu o russo - restaram seis. Caiu o italiano - sobraram cinco. E Felipe ali, somando pontos: opa, terceiro!; opa, segundo!; opa, primeiro!

E aí, quem diria, o Brasil se flagrou torcendo por um atirador - vibrando por disparo no alvo como se vibrasse por chute no gol. Eram gritos, cantorias, bandeiras balançando em Deodoro. Era o milagre olímpico: nós, um bando barulhento de Wus.

- Até hoje de manhã eu falava que a torcida não fazia diferença para o tiro esportivo. Mas essa barulheira me deu uma energia muito boa.

Felipe Wu com a medalha de prata (Foto: EFE/EPA/VALDRIN XHEMAJ)Felipe Wu com a medalha de prata (Foto: EFE/EPA/VALDRIN XHEMAJ)

Sobraram três. A medalha era certa. E então sobraram dois. A prata era certa. E então Felipe atirou. E quando ele atirou, o painel mostrou lá em cima, que era para não deixar dúvida: ele estava na liderança. 

E só faltava um tiro. Um só. Felipe atirou, e aqueles segundos entre o barulho do disparo e a confirmação da nota são milênios, são civilizações passando. Até que apareceram os três números com um ponto entre eles: 10.1. Excelente tiro. 

Mas não tão excelente quanto o impressionante 10.7 do vietnamita logo em seguida. No último tiro, no último suspiro, Hoang ultrapassou Felipe. Ficou com o ouro - e deu a prata ao brasileiro.

Decepção? Que nada. Duas ou três piscadas de olho depois, Felipe já tinha o nome gritado, já celebrava, já era o mais feliz dos brasileiros. Restava esperar o pódio, erguer o braço enquanto a torcida cantava o hino nacional e começar a viver essa vida de medalhista olímpico.





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