Uma pesquisadora tem ajudado famílias a se aquecerem no frio do sul do país.
Maria Camozato, de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, está transformando caixas de leite em uma arma contra as baixas temperaturas.
E que as caixas de leite são um bom isolante térmico e não deixam o frio e chuva entrarem nas residências.
Ela tem seis camadas. Dessas seis camadas, quatro são de plástico que evitam a água da chuva, e a outra é de alumínio. O alumínio é um excelente isolante térmico, reflete o calor. Então, no inverno, mantém a casa quentinha e, no verão, fresquinha", explica a pesquisadora sobre as caixas de leite, que também auxiliam a minimizar as altas temperaturas quando faz calor.
A solução caseira da professora de química aposentada é barata, eficiente e já foi usada por mais de 150 famílias em todo o estado.
O material é pregado com grampeador nas paredes das residências, que têm frestas e pouca proteção contra o vento gelado que vem da rua.
Como fazer
Com as caixas de leite limpas, é preciso abrir as quatro abas delas.
Depois, recortar com tesoura na parte inferior e na superior.
Em seguida recorte na emenda que tem na parte de trás, abrindo toda a caixinha. Está feita a matéria-prima.
"Colocamos todas as caixas no mesmo sentido, para a água da chuva correr. Senão a água da chuva entra e danifica o papelão das embalagens", explica Maria.
"Outra coisa muito importante é que a gente consegue evitar a entrada de insetos. Entao você higieniza a casa. Ela fica clara, fica limpa (…) No clima quente dá para fazer o forro. Você consegue baixar a tempratura em ate oito graus", acrescenta.
A ideia é levada adiante pela ONG Brasil Sem Frestas.
Em Porto Alegre, por exemplo, a técnica é dividida com outros parceiros.
"Vamos trabalhar com a Ilha dos Marinheiros e Ilha das Flores. É o nosso projeto este ano", destaca Maurin da Silva, presidente do Rotary Integração.
Doações
Para colaborar com doações de caixinhas em Porto Alegre, basta levar o material até a Rua Paraná, número 2435, bairro Navegantes, na Zona Norte.
Com informações do G1.
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